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Quem Somos

A Associação

A ABCB nasceu em abril de 2018 e é a primeira associação do setor de criptomoedas e blockchain do Brasil. Surgimos com o objetivo de informar a sociedade, debater soluções com as autoridades e criar um marco regulatório para este novo setor da economia que possui milhões de usuários em todo o mundo e um grupo significativo no Brasil. Nós, da ABCB, acreditamos no poder da inovação que os criptoativos e o blockchain podem trazer para a sociedade.

A tecnologia é um caminho sem volta. Precisamos aprofundar as discussões para criar o melhor e mais avançado ambiente de negócios desta nova economia aqui no Brasil.

O Presidente

Fernando Furlan é doutor em Direito pela Universidade de Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), com pós-doutorado (2012) pela Universidade de Macau, China. É  professor de direito e economia aplicada em Brasília e membro do grupo consultor de especialistas das Nações Unidas (UNCTAD) em programas de defesa da concorrência e do consumidor. Foi secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC (2015/2016), presidente do Conselho de Administração do BNDES (2015-2016) e da BNDESPAR (2015-2016).  Foi presidente (2011/2012), conselheiro (2008/2011) e procurador-geral (2001/2003) do CADE, nomeado por 3 diferentes presidentes da República. Foi também membro Steering Committee da Initiative on Shaping the Future of Production do World Economic Forum (2016-2017).

Cenário

Desde a publicação do artigo “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, publicado por Satoshi Nakamoto em 2008, uma nova economia nasceu e conquistou milhões de usuários em todo o mundo. O ecossistema cripto já é bastante conhecido pelas exchanges – espécie de casas de câmbio que negociam moedas por bitcoin ou outras criptomoedas. Mas não se encerra por aí. São diversos agentes financeiros, desenvolvedores, consultores, além dos milhões de usuários das mais diversas aplicações da tecnologia blockchain.

A Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain surge para representar institucionalmente toda a rede de agentes envolvidos.

 

 

Muitos governos e agências relevantes em todo o mundo estão explorando aplicações e oportunidades geradas pelos criptoativos e pela tecnologia blockchain. Em geral, os legisladores e reguladores têm tentado evitar a regulamentação prematura que poderia sufocar ou limitar o desenvolvimento e o potencial da tecnologia blockchain, do bitcoin e da criptoeconomia como um todo.

 

De toda forma, leis, decretos e outros regulamentos já existentes podem ser eventualmente aplicados – direta ou indiretamente – sobre os produtos ou serviços baseados em blockchain. Alguns países regulamentaram, outros emitiram orientações e recomendações. Neste sentido, a ABCB busca, por meio de diálogo entre usuários, empresas do setor e agentes públicos, garantir um ambiente saudável de inovação e concorrência, com privacidade e segurança para os usuários.

Valores e Objetivos

A ABCB tem como valores a defesa da inovação, da livre concorrência e a garantia da segurança e da privacidade dos usuários. Deste modo, temos como objetivo:

  • Estabelecer um canal institucional de diálogo entre usuários, empresas do setor, parlamentares e reguladores.
  • Facilitar, desenvolver e estimular iniciativas conjuntas que permitam a adoção pelo mercado de criptomoedas e outros tokens
  • Defender uma cripto-economia saudável, fomentando instituições que gerem mais inovação e livre concorrência, com privacidade e segurança para os usuários
  • Prover informação de qualidade sobre a criptoeconomia para toda a sociedade
  • Viabilizar a institucionalização de um marco regulatório para a criptoeconomia

Na Mídia

19/11/2018 - ABCB avalia positivamente a renovação nos poderes executivo e legislativo no Brasil

09/11/2018 - “Não vamos nos manifestar”, diz Associação Brasileira de Criptoeconomia sobre caso CoinX

05/11/2018 - Fusão do Itaú Unibanco é marco no processo de consolidação do mercado

02/11/2018 - Regulador fiscal do Brasil publica esboço sobre tributação de criptomoedas

31/10/2018 - Bitcoin faz 10 anos: um brinde à livre concorrência

24/10/2018 - Deputado Federal diz que mercado de criptomoedas deve ser livre e não regulado

16/10/2018 - Crypto Summit, em Belo Horizonte, reuniu especialistas e executivos que debateram o impacto das criptomoedas e blockchain no mundo

15/10/2018 - LibertyCon 2018: evento dedicou espaço para criptomoedas

10/10/2018 - Banco pode fechar conta de corretora de bitcoin

26/09/2018 - Coinext e ABCB realizam evento sobre criptomoedas em Minas Gerais

26/09/2018 - Regulação das criptomoedas pode estar próxima de acontecer no Brasil

24/09/2018 - XP entra em criptomoedas

Contato

Imprensa - imprensa@abcb.in
Contato - contato@abcb.in

FAQ

O que são criptomoedas?

São moedas virtuais baseadas em uma poderosa criptografia (códigos e regras que conferem maior segurança à transferência de dados no mundo virtual). A geração que vemos hoje de criptomoedas (como bitcoin, ether, ripple, entre outras) são moedas descentralizadas, baseadas em uma tecnologia chamada blockchain. Em abril de 2018, havia cerca de 1.500 criptomoedas em circulação.

O que é a blockchain?

O blockchain é uma base de dados mantida, sincronizada e atualizada de maneira independente por cada participante da rede. De maneira descomplicada, poderíamos compará-lo com um livro-registro on-line com duas funcionalidades importantes.

Primeiro, os dados armazenados na base de dados são muito difíceis de serem modificados e deletados. Todos as informações armazenadas são permanentes e serão mantidas enquanto a cópia do próprio blockchain em si existir. Um livro on-line e sem rasuras.

Segundo, os dados são distribuídos entre todos os participantes do blockchain e cada participante pode possuir uma cópia completa do blockchain em sua máquina. Não há um controle centralizado e por isso o sistema funciona sem quebras e continua funcionando mesmo quando usuários se desconectam, sem perder nenhuma informação ou dado.

Mas uma das grandes virtudes do blockchain é que ele elimina – ou tende a eliminar – a necessidade de intermediários. No caso do bitcoin, as transações ocorrem diretamente entre os interessados, sem o envolvimento de terceiros. E é exatamente essa funcionalidade que torna o blockchain útil e disruptivo para inúmeros setores.

O que é o bitcoin? E por que é tão popular?

O bitcoin é uma das criptomoedas em circulação. Tornou-se popular por ser a primeira delas, abrindo caminho para a criptoeconomia.

As criptomoedas são ativos ou moedas?

Depende do caso. Algumas criptomoedas funcionam como meio de troca (ou pagamento), tal qual o dinheiro: podendo ser usada na compra de diversos bens e serviços, inclusive no mundo físico. É o caso do bitcoin.

Em algumas circunstâncias, porém, as criptomoedas não funcionam como moedas, mas sim como ativos. Normalmente, quem tem essas “moedas” (o melhor, nesse caso, é chama-las de tokens), tem algum direito ou acesso a algum benefício oferecido pelo criador do token.

O sistema é parecido com o dos sites de “crowdsourcing”, onde os usuários são convidados a contribuir para um projeto e, em contrapartida, ganham descontos e outros benefícios. Em alguns casos, um token pode oferecer até mais ao usuário, como a possibilidade de ter direito a uma parcela de sociedade na empresa, como uma ação.

O que é um ICO?

É a sigla em inglês para Initial Cryptocurrency Offering, ou oferta inicial de criptomoedas. O princípio é o mesmo do IPO (Initial Public Offering), que é a oferta inicial de ações de uma empresa. No entanto, no caso do ICO o que está sendo colocado ao público são novas criptomoedas.

O que é uma exchange?

São plataformas de negociação de critpmoedas. A compra e venda é realizada entre os usuários e não diretamente com a exchange.

O que é um smart contract?

No mundo físico, é comum ficarmos inseguros ao transacionar diretamente com desconhecidos. Além disso, os contratos exigem intermediadores, como bancos, analistas de crédito, cartórios, testemunhas etc. Os smart contracts (ou contratos inteligentes) permitem que as partes envolvidas fechem contratos de forma extremamente segura, dispensando intermediários. Eles são escritos por meio de um código de programação, que reúne todas as regras combinadas entre as partes.

Para que serve a mineração?

No mundo físico, para uma nota de R$ 50 entrar em circulação é preciso uma autorização do Banco Central e a impressão na Casa da Moeda. Uma criptomoeda, para entrar em circulação, precisa ser minerada. Como dito anteriormente, o blockchain é uma rede descentralizada, onde os próprios usuários ajudam, com seus computadores, a registrar as transações. Como recompensa, esses usuários ganham criptomoedas, geradas por esse sistema. As criptomoedas, porém, existem em número limitado. No caso do bitcoin, por exemplo, esse limite é de 21 milhões de criptomoedas em circulação. No final de 2017, 16 milhões desse total já haviam sido minerados.

Como a blockchain pode beneficiar o setor público?

Blockchain pode transformar a democracia e os governos, que seriam menos corruptos e teriam custos bem mais baixos. Com a Blockchain, os governos podem se tornar plataformas. Dubai quer ser o primeiro governo a rodar inteiramente em Blockchain e o governo da Estônia mudou a identidade das pessoas para uma Blockchain. 

A votação também pode, finalmente, ser feita online se baseada em Blockchain, pois somente essa tecnologia pode garantir de fato a segurança de um voto já que o registro é imutável. Isso, aliás, acabaria com grandes problemas de votações ao redor do mundo, como nos Estados Unidos em que o voto não é obrigatório e leva cada vez menos pessoas às urnas.